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A televisão? Qual televisão?

por P. Barbosa, em 29.12.09

Excelente exemplo da qualidade audiovisual que se encontra enterrada na internet, à espera de ser descoberta. Para quê ver televisão, quando temos isto para ver? Já não a suporto, a televisão, uma repetida repetição que nos fez esquecer o que gostamos de ver. Eu gosto disto. Desligo a televisão. Vejo isto. Quero mais. 

 

A televisão, como a conhecemos, vai desaparecer. Basta sair do turpor em que nos enfiamos, e aprender a descobrir, e a escolher.

 

Skhizein (Jérémy Clapin,2008) from Bertie on Vimeo.

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publicado às 12:21

A ficção vem comer à minha mão

por P. Barbosa, em 12.12.09

A verdade é uma mentira inacabada. Um arrojo da inteligência; uma vontade de ser, que mais tarde a mentira irrevogável a fará esquecer. Queria ter vontade para acreditar; que estou aqui e não ali. Queria ser o que conseguir imaginar, e não o que sou obrigado a contemplar.

 

Vivo numa bolha de sabão. A minha realidade, a verdade, separada por uma barreira translúcida imaterial. E lá dentro, sem me mexer, não sei se hei de ficar quieto ou fazê-la rebentar; deixar o ar entrar, quem sabe até talvez viver, mas tenho medo de mexer, tenho medo de cair e me aleijar.

 

A cobardia é uma coragem inacabada. Dobra-nos a espinha sem partir, obriga-nos a olhar para nós próprios e assim, nessa posição, só podemos aceitar; tudo o que vier e nos for dado a conhecer. Tudo o que existe e que agora acreditamos que está aqui, e não ali.

 

E afinal, na cobardia em que vivemos e nunca reconhecemos, essa tão pequena distância que separa o aqui e o ali é pequena o bastante para nos fazer aceitar, fechar os olhos e acreditar.

 

Não falo da cobardia da força, ou até da cobardia do morrer. Isso são falsas cobardias que existem apenas por nos enganar. Falo da cobardia da cobardia, aquela que, invisível, sem sabor ou odor, ou imagem para contemplar, nos escraviza desde o primeiro até ao último dia do viver.

 

Sim, não sei como a descrever. Falar de cobardia da cobardia é como usar o cubo da estupidez para nada dizer. Mas não sei o que fazer. Não sei que letra usar para começar, que palavra montar e que frase construir para vos dizer o que estou a sentir. É como viver numa bolha de sabão que, invisível ao olhar, me cerca lá dentro sem me deixar mover.

 

E o mais ridículo que consigo imaginar, é que com sorte talvez consiga fazer os pêlos eriçar, ou o coração palpitar, ou talvez o milagre de colocar uma dúvida no olhar que seja capaz de migrar lá para dentro e fazer pensar. Que ridículo é; não saber, com tão poucas letras que existem, qual a primeira que devo escrever. A nossa cobardia infinita, que pretendo descrever, foi suficientemente inteligente para nunca deixar o homem criar, uma letra que seja, que a possa identificar.

 

E quando a verdade que é mentira me ameaça domar, tapo os olhos com uma venda e fecho os ouvidos para nada ouvir. Ficar assim um dia inteiro e, com sorte, quando o sol se pôr, talvez seja capaz de verdadeiramente ver; E nessa vazia infinitude, onde nada há que me possa vergar, sinto o doce sabor da verdadeira liberdade. Sinto-me vivo como nunca me foi permitido experimentar. Vale a pena tentar.
 

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publicado às 11:00

Mudança de ar

por P. Barbosa, em 01.12.09

Já estava farto...mudei o aspecto do blog, e o uso que lhe vou dar.

 

Serviu-me bem enquanto escrevia «Segredos Perfeitos». Agora que está terminado (falta a parte chata), vou usar o blog para falar de temas do dia-a-dia. Vou ver-me livre de alguns posts que (agora) me metem medo, e para corrigir o português que (agora) me assusta. 

 

Parece muito diferente (o português) quando é escrito no calor da convicção, daquele que pode ser lido no frio do tempo que passou.

 

Pelo meio escrevi alguns contos, para quem quiser dar-se ao trabalho de os ler. Mais confortavelmente, podem ser lidos em http://www.scribd.com/transiente 

 

Bom feriado!

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publicado às 01:07


Livros e Contos


Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

Disponível em
iBooks, Google Play, Kobo, Kindle











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