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Uau! Yosemite Park Timelapsed video.

por P. Barbosa, em 23.01.12

Yosemite HD from Project Yosemite on Vimeo.

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publicado às 14:08

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publicado às 12:20

Será o Google premonitório?

por P. Barbosa, em 16.01.12

Não sei porquê, mas noto agora que os anúncios do Google que me são apresentados estão cheio de mensagens «Dinheiro? Dívidas? Moras?» e «Crédito Consolidado» e «Simulador de Crédito».

 

Será premonição? Estou prestes a ir à falência? Esta coisa do Google ter anúncios inteligentes está a dar-me cabo dos nervos!

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publicado às 17:57

Há Quanto Tempo Morreste Tu?

por P. Barbosa, em 10.01.12

 

Olhem bem para mim. Esta não é uma história normal. Não é ficção para entreter. Não é moral que se quer ensinar. Não é uma ideia que se escreve para uma posteridade que a há-de ler. Nada disso. Quando pensei se a devia escrever fiquei na dúvida a quem a devia dirigir: se como uma carta que se escreve a um amigo ou a uma amante, ou se como mensagem de despedida que se deixa para a posteridade. Nessa dúvida fiquei mais de um século, sem entender o porquê de não ser capaz de tomar essa simples decisão, e sem saber o porquê de precisar dessa decisão para escrever o que quer que fosse.

 

Há quanto tempo morreste tu?

 

Olha bem para mim. Não podemos estar vivos, nós os dois, tu e eu, ao mesmo tempo. Se não vives a época em que se atravessa a galáxia no segundo que demora a decorrer um pensamento, então estou a falar para os mortos.

Decidi que aquilo que preciso escrever não deve ser dirigido àqueles que me são contemporâneos, pois nada tenho para lhes dizer, nem para aqueles que ainda estão para vir. Escrevo para os meus antepassados, escrevo para aqueles que, já estando para trás, nada mais podem fazer a não ser ler e calar. Escrevo para os mortos. Escrevo para ti, então.

 

Começa assim:

 

Recebi uma mensagem que me abalou. Dizia apenas:

 

A partir de hoje, és «O Velho».

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publicado às 22:05

Subiu para cima do muro do Muro dos Bacalhoeiros e fitou a morta lá em baixo (sorriu). Disse-me, na terceira pessoa, como se falasse de alguém distante enquanto andava equilibrista em cima do muro do muro (os transeuntes olhavam-na), Vitória era jovem, demasiado jovem, dona de uma beleza ainda inacabada (riu-se), quinze anos apenas, mas os homens e as mulheres vorazes não esperam pelo tempo certo, não esperam pela cama certa, não se satisfazem com a quantidade certa, detestam tudo o que é certo, satisfazem-se apenas com os momentos singulares e proibidos; singulares por serem proibidos, proibidos por serem singulares. João e Amélia (a mãe, disse eu baixinho para mim) tinham nomes cândidos e vulgares mas almas vorazes e inacabadas; vorazes por serem inacabadas, inacabadas por serem vorazes. No meio de tudo isto, penso agora, todos eles acabaram devorados pela vida, cada um à sua maneira, todos eles inacabados.

 

Veremos.

 

O presente cimenta-se, o futuro aproxima-se, o passado desvanece. É desta forma que nos concentramos naquilo que é imediato e tomamos as decisões que se impõem; uma faca apontada ao pescoço, por exemplo. Então, o futuro chega-nos de repente, e o presente torna-se saliente.

 

O cansaço não é dos ombros, mas sim dos olhos e das pálpebras, persianas semicerradas que escondem e mostram o mundo, à vez, ora agora vez isto, ora agora vez nada, conveniência do homem, sua salvação até, o que seria de nós se não os pudéssemos fechar.

 

É uma sorte a doença que tenho. O esquecimento perpétuo de que padeço é uma absolvição poderosa. Estou certo de que também eu sou tão inacabado quanto todos os outros, tão mau quanto todos os outros, tão perdido quanto todos os outros. 

 

Veremos. 

 

O esquecimento crónico que me começa agora a assentar tem, apesar de tudo, largas vantagens. Ao esquecer-me de tudo esqueço-me também das coisas más. Estou assim, sempre, a um simples passo da felicidade. Esquecendo-me de tudo torna-se-me impossível mentir. Esquecendo-me de a quem devo lealdade ou favor resta-me a justiça.

 

Por vezes penso que o esquecimento é o futuro da humanidade. E não me digam que precisamos não esquecer para evitar repetir os mesmos erros no futuro. O homem (que não eu) já provou que é tão amnésico quanto eu.

 

Especulo que a humanidade não quer ouvir ou ver. Elaboro a hipótese de que os erros repetidos não são erros repetidos mas tragédias calculadas. Desenvolvo a teoria de que o homem dotado da faculdade da memória perdeu já a capacidade para renascer. Agora só tem medo de morrer.

 

Tiro o meu livrinho do bolso.

 

Escrevo:

 

Teoria (não, Hipótese): O Homem é a memória de si e a memória de si controla o homem. Tudo o resto é um monte que vale nada.

 

Veremos.

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publicado às 23:32


Livros e Contos


Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

Disponível em
iBooks, Google Play, Kobo, Kindle











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