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Tejo, ponte, Lisboa, hoje ao entardecer

por P. Barbosa, em 29.02.12

 

 

No barco da Transtejo (processada no picnik)

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publicado às 22:47

(really) Bent Objects (a minha favorita)

por P. Barbosa, em 29.02.12

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publicado às 00:02

Cobiço Tudo o Que Já Tenho

por P. Barbosa, em 26.02.12

Desdenho tudo o que já escrevi. Encontro-lhe erros de forma e função, desentendimentos comigo mesmo, aborreço-me do que já fui, altero, mudo, refaço, introduzo desentendimentos futuros dos quais me esqueço.

 

Cobiço tudo o que já tenho. O presente é passado, os objectos meus, propriedades, simples ou registadas, olho-as com a indiferença de um peso morto ao qual vivo agarrado. Fecho os olhos e finjo que as não tenho, revisito o desejo que me conduziu até aqui. 

 

É triste ser-se como sou, mas não me atreveria ser outro.

 

Um dia volto, lerei estas palavras e escarnecerei de mim próprio.

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publicado às 17:31

Amendoins Canibais! (muito bom)

por P. Barbosa, em 16.02.12

Mais imagens em http://www.bentobjects.blogspot.com/ e http://reallybent.blogspot.com/?zx=3805f22544b5c805.

 

Este tipo é muito bom!

 

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publicado às 11:25

Viagem ao Futuro! (visto de 1994)

por P. Barbosa, em 11.02.12

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publicado às 20:06

Segredos Perfeitos : Ignorância e Engano

por P. Barbosa, em 02.02.12

 

 

Zodiak (dos escritos legados)

 

Olho para o tecto do meu quarto escuro, abro os olhos o mais que posso, mas não vejo nada. Da rua não vem uma única palavra ou ruído. Se não soubesse que o tecto está ali, seria como estar deitado na minha cama a flutuar em nada, sozinho num vazio interminável.

 

Mas não, a rapariga deitada ao meu lado liberta um movimento ofegante, como se iniciasse agora a respiração para a vida. É apenas mais uma. Como é que ela se chama mesmo?

 

Sou viciado em sexo. Somos todos. Devemos a essa droga a nossa existência, que nos mantém vivos e nos satisfaz e, a mim pelo menos, também faz derrotar.

 

Por vezes sinto a dor da angústia por este prazer frequentemente desejado, sentindo no meu âmago que a necessidade que me consome não é minha, mas do corpo que exige o acto através de uma vontade. E aqui estamos os dois, eu e ela, não sentindo nada um pelo outro, não a conheço e ela não sabe quem eu sou, apenas nos encontrámos numa festa qualquer.

 

Deitados, apenas silenciosamente concordámos satisfazer vontades escondidas e não controladas, convertidas, no meu caso pelo menos, num prazer supremo que durou meia dúzia de segundos. Agora não sinto nada, nem por ela nem por ninguém, um vazio idêntico àquele que experimento quando abro os olhos neste quarto negro, que está cheio de coisas que não podem ser sentidas e vistas.

 

O que mais me incomoda é a consciência de que o acto praticado com ela ser, na sua essência, uma vontade que me é estranha, que foi plantada neste corpo que me foi emprestado, para perpetuar a vontade de alguém ou de alguma coisa, ou para atingir um fim que desconheço, que não é meu, que não controlo e não desejei. Sinto que o movimento de penetração me dá apenas o prazer necessário, mas não a satisfação, para produzir o próximo movimento, na antecipação de um prazer final que chegará mais à frente e que me é prometido em troca de algo, como no drogado que sempre se injecta para satisfazer uma vontade que não desejou.

 

Mas enquanto a droga mata o drogado rapidamente, o dono do sexo usa-nos sadicamente durante toda a vida.

 

E este vício não é só do corpo, mas também da mente. De cada vez que decido fazer, sinto-me transportado para frente de Morpheus, com o comprimido azul da doce ilusão numa mão e o comprimido vermelho da dura realidade na outra. E sempre, de forma consciente, escolho o comprimido azul, porque tenho medo de me confrontar com essa dura realidade; estamos a ser manipulados, brutalmente manipulados, por alguém ou alguma coisa que nos dá prazer em troca da nossa submissão; em troca do quê, na realidade? Não sou o Neo, sou o Cypher, que cobardemente, ou inteligentemente (não sei), escolhe o caminho mais fácil, mais doce.

 

E assim, acordado e enganado, mas com satisfação, faço aquilo que me é ordenado. Enceno correctamente todos os movimentos sem pensar. Ela faz o mesmo, num movimento conjunto estranhamente coordenado, porque nunca ensaiado, de mútua estimulação, dando corpo ao contrato de perpetuação não compreendido pelos fantoches que se tocam. Sinto cordéis de marioneta atados a cada um dos meus membros, manipulados lá de cima por alguém ou por alguma coisa que não vejo no tecto do meu quarto escuro. Se calhar não pode ser visto, apenas sentido. Será que estou louco? Ela está a acordar. Tenho de lhe dar atenção.

 

- Zodiak, meu lindo. Estás acordado? Estava a sonhar contigo, com o que fizemos ontem... vamos repetir a dose?

 

 

(Segredos Perfeitos)

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publicado às 23:01


Livros e Contos


Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

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