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Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres...

 

Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

 

(Não Levo Saudade)

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publicado às 14:39


Mars Gigapixel Panorama - Curiosity rover: Martian solar days 136-149 in Out of this World

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publicado às 18:55

O Vazio Que Sobra

por P. Barbosa, em 24.03.13

Não sou a vontade de comer e que alimenta o meu corpo. Mexo as mãos e abro a boca por ordem interior. Sinto o doce sabor da comida como recompensa pela obediência, ou a fome agonizante como castigo, tal e qual como quem treina um cão.

 

Não sou a vontade do sexo, nem do seu sucedâneo engano chamado amor, que procura apenas a necessidade prática da multiplicação. O dealer que vive comigo oferece-me gratuitamente as primeiras doses de heroína antes de me usar o resto da vida.

 

Não sou a vontade de viver, necessidade material e objectiva do meu corpo e que, por ignorância e cobardia, assumo também como minha.

 

Não sou a vontade de morrer, vontade que sobressai quando todas as outras desistem de querer.

 

Não sou o meu coração que se movimenta por simples instrução.

 

Não sou os meus membros pés e mãos, que me levam por este mundo e que obedecem apenas às vontades que os controlam.

 

Não sou a vontade de ficar velho, vontade essa maior que qualquer homem, vontade de um universo, de uma natureza maior que não é possível ser compreendida, apenas sentida.

 

Não sou a boca que fala, não sou as palavras que de lá saem, e que são apenas as representações materiais das vontades que vivem cá dentro, mas que não são minhas.

 

Sou o vazio que sobra disto tudo, o ponto equidistante entre vontade, palavra e corpo. Sou a simples intersecção imaterial das linhas invisíveis que os ligam, o centro de gravidade que olha e vê estas coisas à sua volta e, se tiver sorte julga-as por suas, se tiver azar compreende a verdade e se angustia, sem saber afinal o que é e para que serve.

 

Sou um vazio que sabe que é vazio, mas que não é nada.

 

Fecho os olhos e finjo? Abro os olhos e sofro?

 

Será isto uma alma? 

 

Quem sou eu?

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publicado às 17:45

«Natureza Morta» Rio 13

por P. Barbosa, em 20.03.13

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publicado às 22:41

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publicado às 16:14

A falência é boa, seja qual for sua qualidade. Esfrego as mãos de contente, largo tudo e tudo é promessa de começo.

Não há alegria maior do que uma folha branca, um lápis e um esquadro. Tudo é futuro, e o passado perde todo o seu poder. A memória, o carro e a televisão são assassinos da [minha] liberdade.

A falência é boa, se resoluto [estou] em enfrentar a vertigem. A falência é tua. Caímos para os dois lados, agarramo-nos ao que estiver mais à mão.

A moral é relativa, a relatividade de tudo é uma moral. Sigo esconso pela beco fora, ignoro tudo, a sujidade, o mau cheiro, o prédio degradado, a puta que aguarda, o fedelho que chora, o proxeneta que sonha, o polícia que ignora, a ferida que sangra no meu pé, prego ferrugento espetado pela vida para me avivar a memória. Não o quero, que merda, não o quero (já disse), tudo o que decido é [sempre] certificado pelo passado, decido nada.

Sou apenas o que já fui. Desagua verme, alma naufragada abandonada nesta ilha planetária.

Procuro algo na rua de um sentido só, sem destino, só caminho, finjo, próprio de quem finge, próprio de quem sabe, próprio de quem tem medo da vertigem.

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publicado às 09:35

Não Levo Saudade (eBook)

por P. Barbosa, em 01.03.13

 

Disponível na loja da Kobo, Scribd, Kindle, Nook e no iBooks do iPad.

Espero que gostem. 

 

                            ***  

 

Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres...

 

Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

 

                 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:07


Livros e Contos


Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

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