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«Não Levo Saudade», no Google Play

por P. Barbosa, em 11.11.13

Agora também disponível através do Google Play


Contos:

  • O Quarto Branco
  • Bicho da Pedra
  • Daniela, a Louca

 

Romance:

  • Não Levo Saudade


***

 

Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres...

 

Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.


***

 

 

 

Romance, 270 páginas

Published: Feb. 18, 2013
Words: 45,071 (approximate)
Language: Portuguese
ISBN: 9781301502349

 

eBook disponível no iBooks, Kobo, Scribd, Kindle, Nook, Goole Play , e no SmashWords.

Espero que gostem.


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publicado às 09:54

É um monte de ossos. É um homem inteiro.

por P. Barbosa, em 24.09.13

(...)

 

 

Dizia,

 

Algures, algures em Janeiro de 1986,

 

Tudo isto aconteceu, tudo o resto é imaginação.

 

Vejo um esqueleto, ou um homem (não estou certo de quem faz quem), porque é só ossos, mas também porque se mexe como se estivesse vivo.

Está sentado, escreve. Um candeeiro a azeite alumia a mesa tosca de madeira. Coloca a mão no osso da testa. Osso contra osso, ouve-se um som oco. Está indeciso. Depois, após essa breve pausa que é o pensamento, escreve furiosamente até deter-se novamente. Repete e repete. Ao fim de cinco minutos daquilo noto (nota) que se acabou a folha branca. Abana a cabeça, desapontado. Amarrota a carta (pelo menos penso que é uma carta, de despedida) e recomeça numa folha nova.

Infinito é o pensamento, que nunca se acaba, pois não pode pensar que já não o é mais. Foi assim que ele fechou a sua carta de despedida. Agora só falta decidir-se quanto ao seu início.

Sentado, tudo à sua volta é negro, apenas a luz do candeeiro a azeite o sustenta. O esqueleto (ou o homem) não está certo do que acontecerá após terminar aquela carta.  

 

É um monte de ossos. É um homem inteiro.

A despedida acontece quando nos esquecemos de nós próprios, quando olhamos para dentro e já não somos capazes de ver coisa alguma, não porque descobrimos que o conteúdo está vazio, mas porque perdemos o dom da visão.

Foi assim que ele decidiu abrir a carta de despedida. Agora só faltavam as palavras que vão preencher a carta entre o princípio e o fim.

Não, ainda não. Amarrota a folha e atira-a para a escuridão que se encontra à sua direita. Não se ouve barulho algum. A carta foi engolida e desapareceu, para sempre. Foi como se nunca tivesse existido. Depois dele, depois de todos aqueles que hão-de ler estas palavras, depois de todos aqueles a quem foi contada esta história que outros leram, depois. Esta carta de despedida não existiu. 

Decide recomeçar.

 

O azeite está já no mínimo. A luz diminui de intensidade. Ou acabas tu ou acabo eu. O monte de ossos move-se por uma vontade. Sente-se a ansiedade na impaciência de um esqueleto que não pára quieto. Desconforta-se na cadeira. Ameaça levantar-se, mas depois lembra-se que tem medo de se afastar da luz pequena e mergulhar na escuridão que o envolve já. Tem de escrever as letras que enchem a folha entre o princípio e o fim. Ou escreves tu ou escrevo eu. 

Ou escreves tu ou escrevo eu, não torno a avisar. Pega numa folha nova e repete o início e o fim que já conhece. O meio é um buraco branco para o qual perdeu o dom da visão. Esforça-se, sem saber se deve escrever a mentira ou a verdade. Falta-lhe a vontade, e as forças últimas perseguem-no já. Apressa-te. Colocou o lápis na folha branca e depois aguardou que este se mexesse sozinho. Escolheu a mentira. Escolheu a mentira, o cobarde. Apresso-me eu, não merece mais o meu tempo. Aproximo-me, escondido pela escuridão. Seguro na mão a última carta amarrotada. Lanço-me sobre ele e estendo-lhe o sopro que extingue a luz do candeeiro a azeite.  

Deixamos de ver. Aguardo que o monte de ossos se desfaça em sons ocos enquanto tombam no chão. Mas não, nada se ouve.

Estou agora certo; este homem nunca existiu.

 

 

(Não Levo Saudade) 

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publicado às 14:13

Acabemos com os «caga-fumos»

por P. Barbosa, em 14.09.13

 

É impressionante e assustador que um dos pricipais componentes da nossa sociedade «moderna» - o automóvel - seja, na verdade, tecnologia do Séc IXX.

 

É altura de terminarmos de vês com os «caga-fumos». Estamos no século XXI, bolas!

 

O documentário abaixo é excelente.

 

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publicado às 15:25

O Quarto Branco

por P. Barbosa, em 18.08.13

O Quarto Branco

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publicado às 11:52

Crónica da Morte de um Pai

por P. Barbosa, em 26.04.13

Crónica da Morte de um Pai

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publicado às 18:02

Vamos dar todos uma salva de palmas

por P. Barbosa, em 14.04.13

Bem-vindo, Sol!

 

Está na altura de por o pézinho na água, de sentir o calor sobre o frio, de espreguissar o encolhimento, de abrir a janela e deixar sair.

 

 

 

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publicado às 09:31

Qualquer Dia Escolho Um Rumo

por P. Barbosa, em 09.04.13

(...)

 

Qualquer dia escolho um rumo. Antes, quando o meu pai ainda não tinha partido nessa viagem pela galáxia fora, dizia-me, com uma repreensão compreensiva (com um tom de voz que misturava frustração e amor), que devia arranjar uma profissão e uma mulher. Prestava muita atenção às palavras dele, pois sempre as escolheu com a precisão de um relojoeiro suíço. Recordava-me frequentemente que compensava a escassez de palavras com a certeza do que dizia. 

 

Nunca quis ser o que quer que fosse. Ou então sempre tive medo de ser alguma coisa, fosse o que fosse. Sempre achei os caminhos demasiado estreitos (por serem caminhos). Têm bermas fundas que me assustam como o mais alto dos precipícios. Têm encostas íngremes e vias de um só sentido. Sempre preferi os campos abertos. Preciso de espaço, prefiro a ideia de poder olhar em volta e só ter a linha do horizonte como limite para os meus sonhos.

 

(...)

 

Não Levo Saudade 

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publicado às 17:58

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publicado às 16:14

Não Levo Saudade (eBook)

por P. Barbosa, em 01.03.13

 

Disponível na loja da Kobo, Scribd, Kindle, Nook e no iBooks do iPad.

Espero que gostem. 

 

                            ***  

 

Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres...

 

Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

 

                 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:07

Cabras que parecem pessoas a gritar (vídeo)

por P. Barbosa, em 25.02.13

sem palavras...

 

 

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publicado às 17:22


Livros e Contos


Com o meu pai aprendi que cada palavra é preciosa. Dizia-me frequentemente, com um sorriso desafiador, Cada palavra é preciosa! A verdade tem uma direcção mas não um destino (não te esqueças). Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas.

Disponível em
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